Engana-se quem pensa que o ginásio Hugo Ramos é a única “segunda casa” dos atletas do Mogi das Cruzes. Isso porque uma barbearia também se tornou um importante ponto de encontro não só do elenco do Mogi, mas de jogadores de outras equipes do NBB que vão à cidade disputar algum jogo e aproveitam para cuidar do visual.

A lista de clientes do mundo do basquete que a barbearia tem é extensa. Os mais “fiéis”, naturalmente, são do elenco do Mogi, e quase todos frequentam o local, entre eles Arthur Pecos, Shamell, Gui Deodato, JP Batista e o técnico Guerrinha. Outros clientes ilustres já atendidos foram Marquinhos, do Flamengo, e Yago Mateus, do Paulistano, este no próprio hotel onde sua equipe estava hospedada durante as finais do último NBB (assista à reportagem no vídeo acima).

– Logo que eu cheguei em Mogi, já perguntei para o Shamell, que é o cara dos cortes, e ele me indicou. Nós temos aqui como a nossa segunda casa. É um lugar aonde nós viemos toda semana, cortamos o cabelo, nos divertimos, jogamos uma sinuca… Tem a resenha com os barbeiros também. Então é demais estar aqui – falou o ala Gui Deodato.

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– A gente tem que tentar se cuidar um pouco. Nós somos jogadores, mas também existe a pessoa. Temos que cuidar da nossa imagem. E eu sou um cliente tranquilo. A gente vem bastante aqui, então é só chegar e não precisa nem falar que ele já sabe o que fazer – disse Pecos, armador do Mogi.

A barbearia começou sendo frequentada por alguns jogadores do Mogi. Aos poucos, o local passou a ser mais conhecido no meio do basquete, principalmente por indicações dos próprios atletas, que recomendavam o lugar para os companheiros, inclusive de outras equipes. Já estiveram na “barbearia do basquete” jogadores de Flamengo, Paulistano, Brasília e do extinto time do Caxias.

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– Aqui eles têm um espaço onde podem se divertir um pouco. Tem a sinuca, o fliperama. A gente toma um refrigerante, bate um papo. Tem a resenha de falar do jogo, mas também de coisas pessoais. É um momento de descontração pra eles, para sair um pouco do foco só do treino, do basquete. Aqui eles são clientes, na verdade. Eles dão uma dormidinha na cadeira. A gente tira um barato. Isso é bem legal.

Ao chegar, é fácil perceber a relação da barbearia com o esporte, sobretudo com o basquete. Além de um aro, o espaço é decorado com várias camisas enquadradas, como uma de Guerrinha, da época em que jogava na seleção brasileira, e uma do ala Shamell, do Mogi, que normalmente vai acompanhado dos dois filhos. O americano, aliás, admite ser um cliente exigente.

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– Normalmente o pessoal já sabe o que eu quero, mas eu sou muito chato. Se tem um fio que não está no lugar certo, eu já falo para cortar. Pra mim, cabelo tem que ser certinho. Eu já sou feio, né? Imagina sair daqui com um corte que não é do jeito que você quer. Fica mais feio ainda. Então eles capricham – comentou Shamell.

Vitor, mais conhecido pelos clientes como Vitão, é um dos barbeiros que trabalham no local. No caso dele, a paixão pelo basquete surgiu justamente por conta do emprego, e, desde então, ele vem sendo responsável por cuidar do visual de algumas das estrelas do NBB, mas ainda existem jogadores com os quais pretende trabalhar.

– Acho que o Hettsheimeir. Sou muito fã dele. Queria fazer a barba do Larry também, que não tive a oportunidade. E serial legal dar um talento no cabelo do Varejão – falou Vitão.

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